terça-feira, 13 de julho de 2010

Ser como uma gargalhada

Estava refletindo outro dia, e tentando compreender porque muitas vezes a nossa fé não é "contagiante". Conhecemos a Deus, o amamos, nos entregamos a ele e decidimos segui-lo porque um dia algo nos contagiou de alguma forma. Certamente algo que despertou dentro de nós o desejo de fazermos o mesmo que aqueles que nos ensinavam a respeito do Nosso Amado. Nosso desejo, muitas vezes, deve ter sido o de apresentar esse amor a todos os que não o conheciam, e muitas vezes, até impor esse amor, como se quisessemos enfiar na cabeça das pessoas a mesma certeza que tinhamos dentro de nós desse amor, e de como isso era bom. Porém, as coisas sempre são mais difícieis do que parecem, e tentar argumentar muitas vezes não surte nenhum efeito, porque justamente as pessoas, em geral, têm suas próprias convicções, e muitas vezes são tantas as outras coisas que as contagia, que já estão "satisfeitas" com o que têm, e não estão dispostas a abrir mão de algo que lhe parece prazeiroso, por algo que nem conhecem, algo que você experimentou, sabe que é bom e vale a pena, mas que é uma experiência unicamente sua, de mais ninguém.
Então, me veio a gargalhada! É impressionante o efeito contagiante que uma gargalhada é capaz de produzir. Ninguém, ou pelo menos quase ninguém, é capaz de resistir a uma boa gargalhada, mesmo quando nem sabem o motivo pelo qual ela está acontecendo. A gargalhada rompe todas as barreiras, de raça, credo, classe socail ou nacionalidade. A gargalhada é uma língua universal. Todos a entendem, e a maioria é contagiada por ela, mesmo sem entender porque. Não existe nada mais expontâneo, nada mais unitivo, pois quanto mais gargalhamos junto com alguém, é sinal que o convívio está sendo prazeiroso, e pede mais. Gargalhar da prazer, alegria, desperta hormônios de felicidade e sempre pede mais.

Conclui, então, que se queremos transmitir o amor de Deus que habita em nós a tantos quantos se aproximarem, devemos procurar ser como uma gargalhada, e uma das boas. Devemos ser espontâneos, e deixar que o falar em Deus aconteça naturalmente, e nunca estarmos armados de argumentos que justifiquem aquilo que praticamos. Fazer que a nossa vida seja uma constante "pregação", muitas vezes sem sequer falarmos propriamente de Deus. Ter a consciencia que nossa face não nos pertence, e se queremos mesmo convencer alguém que o Senhor nos satisfaz, devemos ter uma feição que demonstre isso, apesar de nossos próblemas do dia-a-dia. Uma gargalhada muda a feição de quem "gargalha", e se queremos ser parte desse gargalhar de Deus, precisamos ter uma feição nova. Ninguém convence que um bolo está gostoso, se ao prová-lo fizer cara feia. Nem convence que fazer caminhada diariamente faz bem para a saúde, se viver constantemente com aspecto de doente. Ninguém convence que viver com Deus é difícil, mas vale a pena, porque isso o faz feliz de fato, se estiver sempre entristecido ou desanimado.
Uma gargalhada tem começo e fim, mas sempre haverá oportunidade para que aconteçam outras, tão e sempre expontâneamente que nem sabemos quando será, mas já conhecemos o prazer que nos dará, e desejamos que esses momentos sejam frequentes. Portanto, se desejamos que nossa fé seja contagiante como uma gargalhada, esforcemo-nos para sermos sempre como uma gargalhada de Deus, que contagia quem está a nossa volta, e deixa sempre esse sabor de quero mais.













quinta-feira, 24 de junho de 2010

Por que desanimamos?

Qual é o sentido da minha vida? Por que eu existo, para que vim? O que me completa?

A vida cotidiana, muitas vezes, nos afasta das respostas mais simples, e que estão tão intimamente tecidas em nós, que muitas vezes nos esquecemos que estejam ali. Por exemplo, quando nos pegamos, e creio que não raramente, questionando a vontade de Deus em nossas vidas. Querer saber o que Deus quer de nós é um desafio muito grande, mais porque somos muitas vezes extremamente racionais do que pelo que o Senhor nos revela, pois ainda quando eramos tecidos no seio de nossas mães, o Senhor já sabia e nos preparava para tudo aquilo que desejava que fossemos. Mas assim como na vida, o nosso crescer em Deus é sempre tão natural quanto dificultoso, e Deus, em sua infinita sabedoria, nos dá a própria vida como exemplo para entendermos a própria vida, como quando associamos a vida de fé a uma semente, que precisa morrer para dar frutos, ou quando pegamos os tantos exemplos de espécies animais ou vegetais, que nos levam a associar os desafios deles aos nossos próprios, e se não encontrar respostas, ao menos meios de resolvermos nossos próprios impasses.
Desanimamos quando nos rendemos as nossas próprias vontades, sem levar em conta aquilo que de fato deve ser feito. Desanimamos quando esperamos multidões sendo curadas, quando na verdade deveriamos dar um passo de cada vez, ou quando esperamos aplausos, nos esquecendo completamente que nossa recompensa é o céu. Desanimamos quando achamos que devemos ser ouvidos, e que a nossa razão é maior que a de qualquer outra pessoa que possa opinar, e quando contrariádos, não sabemos lidar com nossas próprias frustrações, ou ainda pelo imediatismo, sem saber esperar pelas coisas que precisamos, quando na verdade poderiamos ter evitado tudo isso em apenas uma palavra: humildade!
Sentir se cansado, no limite das próprias forças, desejoso por fazer além daquilo que realmente se é capaz de fazer, isso não é desânimo, pois o desânimo nos leva a querer desistir de tudo, e entregar-se a uma cama e uma tv, ao "mastigado", totalmente afastados do próprio desejo de superação.

Deus tem para cada um de nós uma missão, que independente daquilo que possa parecer aos olhos humanos, é sempre uma grande missão. Desde que ainda eramos apenas uma semente de gente, essa missão já era tecida em nós também. Porém, apenas com muita humildade de coração seremos capazes de fazer aquilo que devemos fazer, pois não se trata de um querer pessoal, mas de um chamado específico. Vemos, ainda em nosso tempo, muitos exemplos de pessoas que humildemente atenderam ao chamado de Deus, e transformaram o mundo, e não porque ficavam em casa buscando estratégias para tal, mas porque arregaçaram as mangas, equeceram-se do significado da palavra "desânimo" e enfatizaram em suas vidas as palavras "amor" e "humildade".
Portanto, irmãos, saibamos que somos nós, e apenas nós, os senhores de nossos desânimos, e que somente "eu" sou capaz de mudar a "minha vida", ainda que esteja cercado de pessoas que me amem, e todas elas podem até torcer por mim, mas somente eu tenho em minhas mãos o poder de escolha daquilo que será a minha própria vida!

Parábola da Rosa
Um homem plantou uma rosa, e passou a regá-la constrantemente.
Antes que ela desabrochasse, ele a examinou, e viu apenas os espinhos, e pensou:
"Como pode uma flor tão bela pode vir de uma planta rodeada de espinhos?"
Entristecido, ele parou de regá-la, e o pobre botão morreu prematuramente.
Assim como nas pessoas, dentro de cada alma há uma rosa, que por ser rosa tem espinhos, que são as suas próprias faltas.
Contemplando os espinhos, não vemos nada de bom, mas sabendo regar e aguardar a rosa do meio deles, encontraremos aquilo que de fato somos, por essência. (autor desconhecido)



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Corpus Christi

"Como pode alguém não crer, neste milagre aqui no altar?
Como pode alguém dizer que é simbolismo!
"

Para nós católicos, crer no mistério escondido, no Tudo que se esconde no pequenino fragmento, na pequena parte de um simples pão, não parece algo fora do normal, afinal, experimentamos, em algum momento do nosso processo de conversão, algo íntimo com aquEle que verdadeiramente É este pedacinho de um mistério que nem nós mesmos sabemos explicar! "Eis o mistério da fé!", já nos diz o sacerdote logo após o momento em que se faz verdade essa promessa. Cristo se faz mistério no altar para se unir intimamente a nós, dentro de nossos corações, e ao mesmo tempo unido a todos os que nesse momento comungam do Seu Santo Corpo, e no mundo todo a todos os que celebram seu sacrifício, e ao mesmo tempo tão particularmente a cada um! Um verdadeiro mistério! Mas nem todos pensam ou creem desta maneira.
Muitos são os que nos acusam de sermos "adoradores de pão", por não compreenderem profundamente as palavras do próprio Cristo quando disse aos seus apóstolos: "Isto É o meu corpo!" (mat 26, 26). Muitos creem que a fraçaõ do pão e do vinho seja apenas um simbolismo do sacrifício de Jesus, e não que este, sendo consagrado, torne-se o próprio corpo e sangue de Cristo.
A celebração do Corpus Christi vem justamente de encontro à esta necessidade de nos mostrarmos adoradores do mistério contido nos tabernáculos do mundo inteiro. E foi o próprio Cristo quem revelou essa necessidade, mostrando, em visão, a uma freira chamada Juliana de Cornion, em 1243, em Liège, na Bélgica, o seu desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Em 1264, o Papa Urbano IV pediu a São Tomás de Aquino que preparasse leituras e textos litúrgicos para a celebração do Corpo de Cristo, que desde então foi se estendendo para todo o mundo!
Celebrar de uma maneira especial o mistério da Santa Eucaristia,
mais do que uma demonstração de amor a Deus e a nossa fé, é uma maneira de mostrar para o mundo que cremos firmemente neste Cristo que verdadeiramente vive e habita neste pequeno pedacinho de pão! Portanto, irmãos, quando estivermos em procissão seguindo o sacerdote que hostenta o pão que é verdadeiro corpo, possamos nos portar de maneira a demostrar o quanto é verdadeira a nossa fé, para que também nossos atos sejam motivo de ânimo e conversão aos que não creem!

terça-feira, 11 de maio de 2010

LIMITE: Qual é o seu?

No dicionário de português, a palavra limite define-se como termo, extremo, confim, fronteira. Limitar, por sua vez, significa, entre outras coisas, por limites a, demarcar, restringir, confinar. Quando pensamos em limites geográficos, vamos às fronteiras de países, estados, terrenos etc. Matemáticamente falando, limite significa uma quantidade fixa de que uma variável se aproxima indefinidamente, sem NUNCA a alcançar.

Limite sempre sugere algo intrasponível, do qual não somos nem seremos capazes de transformar ou modificar. De fato, há limites que existem, e que são claros e exatos, e ao mesmo tempo imutáveis, pelo menos em princípio, como os limites de territórios, por exemplo. Porém, a própria natureza muitas vezes se encarrega de modificar esses limites, assim como aconteceu com a própria pangéia, que se dividiu em continentes. Demorou, mas a transformação do que eram os limites conhecidos aconteceu, gerando talvez outros limites, mas ao mesmo tempo, quebrando muitos outros.

Experimentamos, ao longo de nossas vidas, muitos limites. Muitos nos parecem, e muitas vezes, insuperáveis. Ainda bem crianças, enfrentamos o limite de não sermos capazes de nos locomover sozinhos. O tempo passa, e depois de muito treino, de muitas tentativas e falhas, muitos tombos e algum choro, finalmente nos tornamos capazes de andar sozinhos. Superamos o que parecia um enorme limite, mas logo vêm outros, e nem sempre tão "naturais" assim. Temos que nos superar a cada dia, tentar a cada dia, chorar e logo secar as lágrimas que sobram, erguer a cabeça e continuar, pois sabemos desde sempre que o mundo nunca para junto com as nossas dores, e que não podemos descer do trêm da vida, a menos que desistamos dela, pois tudo o que cresce necessita da dor para que o crescimento aconteça, e esse é um dos grandes mistérios da vida, mas também sabemos que toda semente, por pequena que seja, tem em si o potencial para tornar-se uma grande àrvore, e assim, gerar novas sementes, mas que para que isso aconteça, antes, precisará morrer para si mesma.
Quando pensamos no "amar sem limites", nos parece uma coisa fácil de se fazer, pois o amar suaviza o sentido da palavra limites, porém, para que consigamos amar sem limites, assim como para que consigamos exito em qualquer coisa na vida, necessitamos exercitar esse amor "torto" que inatamente trazemos dentro de nós. Precisamos romper as barreiras do sentido óbvio da palavra limite, na certeza de que tudo se transforma, e que o que hoje nos parece um limite, amanhã pode tornar-se o degrau que nos aproxima ainda mais do sonho de conseguir viver pelo menos quase que plenamente o carisma a que Deus nos chamou.


Não deixemos para amanhã! Não esperemos a oportunidade perfeita para começarmos a exercitar esse amor, e essa superação dos próprios limites. Comecemos hoje com o pequeno, ou talvez com o difícil, mas comecemos, pois tudo na vida tem mais de um ponto de vista, e somos capazes sim de alcançar as nuvens se quisermos, depende apenas da forma como encaramos esse desafio!




domingo, 25 de abril de 2010

Família: onde nasce a obra de Deus


Deus, tendo desejado salvar a humanidade, enviou-nos seu filho único, para nascer no seio de uma família. Poderia Deus ter enviado Jesus da maneira que lhe conviesse, mas foi na família que o plano salvífico de Deus teve início, e é pela família que começa a salvação das almas, pois desde cedo aprendemos que a família é a primeira Igreja, e os pais, os primeiros catequistas, os primeiros anunciadores do Reino.

Todos os que são chamados a formar uma família, são chamados por possuírem a vocação familiar, vocação essa que é dom de Deus, tanto quanto qualquer outra vocação, quer sacerdotal, quer religiosa ou leiga, e sendo vocação, deve ser tratada com especial atenção.

Desde muito cedo, ouvimos as pessoas dizerem que criamos nossos filhos para o mundo, não para nós. É certo que os filhos são criaturas dotadas de liberdade e direitos tanto quanto qualquer criatura, mas, creio que a família cristã deva criar os seus filhos para que sejam independentes, mas cria-los para que sejam de Deus, não para o mundo, como se diz. Assim como nós compreendemos que habitamos o mundo, que é herança de Deus para nós, mas somos cidadãos do céu, devemos ensinar nossos filhos a compreender também dessa maneira.

Vivemos na era da rapidez. Relacionamentos que começam e terminam da noite para o dia, sem mais nem menos. Não existe mais o desejo pelo duradouro, pelo merecido, cultivado. O prazer e a satisfação imediatos estão acima de tudo, e chamam isso de viver intensamente, aproveitar a vida. Mas com isso, os valores humanos estão sendo deixados de lado, pois o mundo dita sempre e mais que sejamos egocêntricos, que pensemos sempre antes em nós mesmos, ignorando a necessidade que temos do outro, pois se não precisassemos de ninguém, jamais teriamos nos organizado em sociedade.

Com tudo isso, vemos hoje mães e pais que simplesmente delegam a educação de seus filhos a terceiros, sem se preocupar em como esta criança está sendo educada, de fato. Pais que se sentem culpados por não terem tempo para seus filhos, e que, com isso, acabam sendo excessivamente permissivos, e dessa forma, criando em seus lares a cultura do possuir, gerando futuros adultos egoístas.

Em resposta a toda essa "modernidade" é que nós, cristãos, devemos nos colocar como que em ordem de batalha, lutando a cada dia uma guerra invisível, uma guerra muito mais de princípios que de sangue. Buscar, a cada dia, ainda que necessitemos trabalhar, ainda que estejamos cansados no final do dia, a imitação da Sagrada Família de Nazaré, enxergando no rosto de nossos filhos o rosto do próprio Jesus menino, e assim cuidarmos de nossas famílias como cuidamos da nossa própria fé, tendo sempre Deus a frente de nossas decisões, de nossas atitudes, sonhando com o dia em que a imitação desejada seja a imitação da família cristã!

domingo, 18 de abril de 2010

Tempo Pascal: tempo de esperamça

Durante toda a quaresma, nossos corações se recolheram em orações, jejuns e penitências, para que pudessemos nos preparar para a grande festa da Igreja: A Páscoa da Ressurreição!

Na festa da Páscoa, todo cristão recorda sua condição de finitude, mas encontra em Cristo a esperança da ressurreição.

"... só tú tens palavras de vida eterna...", disse Pedro à Jesus. E nessa mesma esperança de Pedro, e também daqueles todos que foram testemunhas de Cristo, é que procuramos viver esse dia. Porém, a festa da páscoa vai além, muito além de um simples dia a se comemorar. A própria Igreja nos propõe, através da santa liturgia, que a páscoa deve ser vivida não somente por apenas um domingo, mas que existe um tempo pascal, que deve ser vivido nos cinquenta dias após a ressureição, até o domingo de Pentecostes, onde o Espírito Santo, grande promessa de Jesus, vem ao nosso encontro pra nos encorajar, e nos dar novo ânimo na caminhada.

No tempo pascal, as leituras da santa Missa nos mostram Jesus aparecendo em diversas situações, como que se revelando ressucitado na vida dos seus. Também a nós, hoje, Jesus se dá a conhecer, vivo e atuante, por meio daqueles que creem na verdade viva do Evangelho, e para todos aqueles que praticam as boas obras e a doutrina por Cristo estabelecida.

Aqueles que contemplaram o sepulcro vazio com desesperança e sofrimento, não creram nas palavras de Jesus, quando disse que o templo seria derrubado, e reconstruído em três dias. Não creram porque necessitavam de "provas" de que era possível vencer a morte. Também nós, hoje, corremos o risco de nos deixar abater diante dos "sepulcros vázios" de nossas vidas, sem darmo-nos a chance de crer na vitória sobre as coisas que nos fragilizam.

Viver o tempo pascal com alegria e esperança é sinal de que somos capazes de crer sem ver, crer no intocável, crer no desconhecido. Não nos deixar abater diante dos nossos problemas, é a grande prova que damos de amor a Jesus, pois, de alguma forma, estamos doando gratuitamente nossa vida por amor a Ele, crendo também que o Espírito Santo nos consola e nos dá a força de que tanto necessitamos.

domingo, 11 de abril de 2010

Deus PODE falar conosco

Sabe aquela música: "Meu irmão, tu és importante para mim, pois através de ti Deus pode falar comigo"? Muitas vezes cantamos essa canção sem nem nos darmos conta do tamanho da unção que ela contém. Deus PODE falar conosco através dos nossos irmãos, em pequenas e grandes coisas, em gestos, palavras, atitudes, enfim: Deus fala conosco!
Na manhã de hoje, Deus veio falar conosco de uma maneira muito especial, por meio de três irmãozinhos muito mais que especiais também.
Por meio deles, nosso amado Deus veio, mais uma vez, confirmar a verdade que é a missão Coração de Maria. Mostrar como é vontade Dele que nossa comunidade siga adiante em sua missão, que a vocação de amar sem limites está presente em tantos corações que a cada dia vão sendo genilmente convidados a se unirem nesse propósito, e mais do que isso, nessa necessidade!
Esses são nossos novos postulantes, que tiveram a coragem de assumir o desafio de serem "doutores" do coração de Maria!
Obrigada Cris, Lê e Vini, por darem ouvidos ao chamado que um dia aqueceu os vossos corações, e por terem a coragem de dizer o seu sim, como Maria, e também como Maria, aceitarem o desafio de curar um mundo que precisa tanto ser amado. Que vocês sejam sinal de renovação e coragem para todos os membros "veteranos"(rsrs), e que toda comunidade possa colher os frutos de mais essas novas vocações que vão despertando e amadurecendo no meio de nós!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Eterna busca

"Se nas flores não ouvessem as cores

O perfume, a atração

Se nos frutos não ouvesse o gosto

O deleite, a satisfação

Se no sol não ouvesse a luz

O brilho, cor da vida

Se no luar não houvesse a poesia

O silêncio, a despedida

Se na criação não vissemos o poder

A beleza, o incompreensível

Jamais enxergariamos a Deus

Mesmo sendo invisível"


Se for possível, caro irmão, acesse este video a seguir, antes de continuar a leitura!



Deus tudo fez por amor a nós! Tudo fez para nós, e por nós. Quando, ao olhar a singeleza de uma flor, somos capazes de nos aproximar da existência de Deus, é justamente porque foi esse mesmo Deus que tudo fez, para que nós desfrutassemos, e fossemos felizes!

O pecado nos corrompeu, e foi preciso que a humanidade caminhasse muitos séculos afastada da amizade de Deus, até que seu Filho amado pudesse nos salvar.

No nosso caminho de busca pessoal, muitas são as vezes que passamos por esse "rompimento" de amizade com Deus, e não por vontade Dele, mas porque simplesmente decidimos seguir por outros caminhos.


"Quanto tempo mais, Senhor, deixaremos que nossos pecados o crucifiquem mais uma vez?"


Quem já não ouviu essa frase nas celebrações da Semana
Santa? E quantas vezes nos lembramos desta frase, quando diante de uma situação de tentação?
Viver a Semana Santa não é apenas "relembrar" o sofrimento de Nosso Senhor pela salvação da humanidade, mas muito mais, e viver todo sofrimento de Cristo, e saber que ainda hoje nossos pecados ferem o Coração Sacratíssimo de Jesus, causando-lhE sofrimento e dor.

Ofereçamos a Deus, pois, sacrifícios de louvor e adoração, e permaneçamos no amor, pois as tentações serão inevitáveis, mas nossa vitória em Cristo só depende do nosso olhar atento, da nossa compreensão do incompreensível, do amor que estamos realmente dispostos a oferecer em gratidão ao autor e principio de tudo aquilo que somos!

terça-feira, 23 de março de 2010

Aos pés da cruz

Já estamos chegando ao final da quaresma, e nos aproximando da Semana Santa. Talvez tenhamos tido exito nos propósitos de sacrifício que fizemos para esse tempo. Talvez tenhamos conseguido algumas coisas, mas outras não. Talvez nossa quaresma possa ter sido apenas durante as missas, aos domingos. Porém, ainda da tempo de oferecermos algo para Nosso Senhor, como sinal de amor, mas também como sinal da aceitação da nossa própria cruz.
Nesta semana meditamos sobre a crucificação de Jesus, tendo sua Mãe Santíssima aos pés da sua cruz. Ele que, em sua infinita bondade, entrega Maria a João, e João, e nele simbolizada toda a humanidade, à sua Mãe Maria. Neste momento, Maria se torna Mãe de toda humanidade, Mãe da Igreja e Nossa Mãe!
Se Jesus, no ápice de seu maior sofrimento físico, ainda teve forças para mais uma vez demonstrar o seu imenso amor a cada um de seus filhos amados, também nós temos a obrigação de buscar forças no meio de nossos sofrimentos para amá-lo, e demonstrar esse amor, sobretudo neste tempo em que revivemos todo caminho de sofrimento de Jesus pela salvação de todos.
Jesus veio ao mundo para reabrir as portas do paraíso aos homens, para nos reconciliar com o autor de toda criação, e as portas do céu foram reabertas para nós, porém, a SALVAÇÃO depende apenas de nós, e de ninguém mais. Para isso, irmãos, lancemo-nos sem reservas nos braços daquela que o próprio Cristo quis nos dar como auxilio, mas lancemo-nos não apenas à sua intercessão, mas também na busca de ser como Maria foi, de amar como Maria amou, e ama, e voltados a ela, pedir que nos ensine, como filhos que aprendem com sua Mãezinha, a amar sem limites, a Jesus, a nós mesmos e ao nosso próximo, e sacrificarmos muitas vezes nossas próprias necessidades pelo bem do outro, sendo capazes de encontram neles a face do próprio Cristo, Nosso Senhor!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sangue preciossíssimo de Jesus



















"Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue, permanece em mim, e eu nele." (Jo 6, 56)

Se meditarmos as palavras de Jesus unicamente ao pé da letra, pode soar, de certa forma, apavorante. Quem é que come a carne e bebe o sangue de alguém? Não parece, de forma alguma, que seja algo bom de se fazer. Porém, não é a carne que nos leva a compreender as palavras de Jesus, mas somente à luz do Espírito Santo somos capazes de não somente compreender, como também de desejar participar desse banquete que é santo, mas ao mesmo tempo exige tanto sacrifício.

Beber do cálice Santo de Jesus significa aceitar ativamente o plano salvífico de Deus, como sinal da nossa busca pela vida que há de vir, na compreenção da brevidade da vida terrena, na aceitação dos sofrimentos consequentes de nossa escolha de fé, sabendo que estamos neste mundo de passagem, mas que devemos viver intensamente essa preparação para a verdadeira vida.

E nessa passagem por esse mundo que de Deus ganhamos como herança, diante dos desafios de ser humano-cristão, Nosso Senhor nos dá como necessário auxílio seu Preciossíssimo Sangue, para nos lavar, para nos curar, para nos dar forças, para nos salvar. E é na certeza de que o Sague de Cristo tem esse poder que devemos nos entregar livre e confiantemente à vontade do Senhor para nossas vidas, muitas vezes de maneira cega, sem mesmo compreender, pois o Senhor mesmo nos diz: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo"(Mt 6, 33).

Bebemos do Sangue de Jesus de uma maneira concreta, quando participamos do sacrificio da Santa Missa, pois o vinho consagrado é verdadeiro Sangue, e o pão é VERDADEIRO corpo, ainda que não alcancemos a compreensão desse mistério, pois senão não seria esse o mistério da nossa fé. Mas tenhamos a certeza amados, que assim como o corpo perece sem o alimento, também o espírito perecerá, se não comungarmos do pão que alimenta e que da vida, e do vinho que nos salva e dá coragem.