domingo, 25 de abril de 2010

Família: onde nasce a obra de Deus


Deus, tendo desejado salvar a humanidade, enviou-nos seu filho único, para nascer no seio de uma família. Poderia Deus ter enviado Jesus da maneira que lhe conviesse, mas foi na família que o plano salvífico de Deus teve início, e é pela família que começa a salvação das almas, pois desde cedo aprendemos que a família é a primeira Igreja, e os pais, os primeiros catequistas, os primeiros anunciadores do Reino.

Todos os que são chamados a formar uma família, são chamados por possuírem a vocação familiar, vocação essa que é dom de Deus, tanto quanto qualquer outra vocação, quer sacerdotal, quer religiosa ou leiga, e sendo vocação, deve ser tratada com especial atenção.

Desde muito cedo, ouvimos as pessoas dizerem que criamos nossos filhos para o mundo, não para nós. É certo que os filhos são criaturas dotadas de liberdade e direitos tanto quanto qualquer criatura, mas, creio que a família cristã deva criar os seus filhos para que sejam independentes, mas cria-los para que sejam de Deus, não para o mundo, como se diz. Assim como nós compreendemos que habitamos o mundo, que é herança de Deus para nós, mas somos cidadãos do céu, devemos ensinar nossos filhos a compreender também dessa maneira.

Vivemos na era da rapidez. Relacionamentos que começam e terminam da noite para o dia, sem mais nem menos. Não existe mais o desejo pelo duradouro, pelo merecido, cultivado. O prazer e a satisfação imediatos estão acima de tudo, e chamam isso de viver intensamente, aproveitar a vida. Mas com isso, os valores humanos estão sendo deixados de lado, pois o mundo dita sempre e mais que sejamos egocêntricos, que pensemos sempre antes em nós mesmos, ignorando a necessidade que temos do outro, pois se não precisassemos de ninguém, jamais teriamos nos organizado em sociedade.

Com tudo isso, vemos hoje mães e pais que simplesmente delegam a educação de seus filhos a terceiros, sem se preocupar em como esta criança está sendo educada, de fato. Pais que se sentem culpados por não terem tempo para seus filhos, e que, com isso, acabam sendo excessivamente permissivos, e dessa forma, criando em seus lares a cultura do possuir, gerando futuros adultos egoístas.

Em resposta a toda essa "modernidade" é que nós, cristãos, devemos nos colocar como que em ordem de batalha, lutando a cada dia uma guerra invisível, uma guerra muito mais de princípios que de sangue. Buscar, a cada dia, ainda que necessitemos trabalhar, ainda que estejamos cansados no final do dia, a imitação da Sagrada Família de Nazaré, enxergando no rosto de nossos filhos o rosto do próprio Jesus menino, e assim cuidarmos de nossas famílias como cuidamos da nossa própria fé, tendo sempre Deus a frente de nossas decisões, de nossas atitudes, sonhando com o dia em que a imitação desejada seja a imitação da família cristã!

domingo, 18 de abril de 2010

Tempo Pascal: tempo de esperamça

Durante toda a quaresma, nossos corações se recolheram em orações, jejuns e penitências, para que pudessemos nos preparar para a grande festa da Igreja: A Páscoa da Ressurreição!

Na festa da Páscoa, todo cristão recorda sua condição de finitude, mas encontra em Cristo a esperança da ressurreição.

"... só tú tens palavras de vida eterna...", disse Pedro à Jesus. E nessa mesma esperança de Pedro, e também daqueles todos que foram testemunhas de Cristo, é que procuramos viver esse dia. Porém, a festa da páscoa vai além, muito além de um simples dia a se comemorar. A própria Igreja nos propõe, através da santa liturgia, que a páscoa deve ser vivida não somente por apenas um domingo, mas que existe um tempo pascal, que deve ser vivido nos cinquenta dias após a ressureição, até o domingo de Pentecostes, onde o Espírito Santo, grande promessa de Jesus, vem ao nosso encontro pra nos encorajar, e nos dar novo ânimo na caminhada.

No tempo pascal, as leituras da santa Missa nos mostram Jesus aparecendo em diversas situações, como que se revelando ressucitado na vida dos seus. Também a nós, hoje, Jesus se dá a conhecer, vivo e atuante, por meio daqueles que creem na verdade viva do Evangelho, e para todos aqueles que praticam as boas obras e a doutrina por Cristo estabelecida.

Aqueles que contemplaram o sepulcro vazio com desesperança e sofrimento, não creram nas palavras de Jesus, quando disse que o templo seria derrubado, e reconstruído em três dias. Não creram porque necessitavam de "provas" de que era possível vencer a morte. Também nós, hoje, corremos o risco de nos deixar abater diante dos "sepulcros vázios" de nossas vidas, sem darmo-nos a chance de crer na vitória sobre as coisas que nos fragilizam.

Viver o tempo pascal com alegria e esperança é sinal de que somos capazes de crer sem ver, crer no intocável, crer no desconhecido. Não nos deixar abater diante dos nossos problemas, é a grande prova que damos de amor a Jesus, pois, de alguma forma, estamos doando gratuitamente nossa vida por amor a Ele, crendo também que o Espírito Santo nos consola e nos dá a força de que tanto necessitamos.

domingo, 11 de abril de 2010

Deus PODE falar conosco

Sabe aquela música: "Meu irmão, tu és importante para mim, pois através de ti Deus pode falar comigo"? Muitas vezes cantamos essa canção sem nem nos darmos conta do tamanho da unção que ela contém. Deus PODE falar conosco através dos nossos irmãos, em pequenas e grandes coisas, em gestos, palavras, atitudes, enfim: Deus fala conosco!
Na manhã de hoje, Deus veio falar conosco de uma maneira muito especial, por meio de três irmãozinhos muito mais que especiais também.
Por meio deles, nosso amado Deus veio, mais uma vez, confirmar a verdade que é a missão Coração de Maria. Mostrar como é vontade Dele que nossa comunidade siga adiante em sua missão, que a vocação de amar sem limites está presente em tantos corações que a cada dia vão sendo genilmente convidados a se unirem nesse propósito, e mais do que isso, nessa necessidade!
Esses são nossos novos postulantes, que tiveram a coragem de assumir o desafio de serem "doutores" do coração de Maria!
Obrigada Cris, Lê e Vini, por darem ouvidos ao chamado que um dia aqueceu os vossos corações, e por terem a coragem de dizer o seu sim, como Maria, e também como Maria, aceitarem o desafio de curar um mundo que precisa tanto ser amado. Que vocês sejam sinal de renovação e coragem para todos os membros "veteranos"(rsrs), e que toda comunidade possa colher os frutos de mais essas novas vocações que vão despertando e amadurecendo no meio de nós!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Eterna busca

"Se nas flores não ouvessem as cores

O perfume, a atração

Se nos frutos não ouvesse o gosto

O deleite, a satisfação

Se no sol não ouvesse a luz

O brilho, cor da vida

Se no luar não houvesse a poesia

O silêncio, a despedida

Se na criação não vissemos o poder

A beleza, o incompreensível

Jamais enxergariamos a Deus

Mesmo sendo invisível"


Se for possível, caro irmão, acesse este video a seguir, antes de continuar a leitura!



Deus tudo fez por amor a nós! Tudo fez para nós, e por nós. Quando, ao olhar a singeleza de uma flor, somos capazes de nos aproximar da existência de Deus, é justamente porque foi esse mesmo Deus que tudo fez, para que nós desfrutassemos, e fossemos felizes!

O pecado nos corrompeu, e foi preciso que a humanidade caminhasse muitos séculos afastada da amizade de Deus, até que seu Filho amado pudesse nos salvar.

No nosso caminho de busca pessoal, muitas são as vezes que passamos por esse "rompimento" de amizade com Deus, e não por vontade Dele, mas porque simplesmente decidimos seguir por outros caminhos.


"Quanto tempo mais, Senhor, deixaremos que nossos pecados o crucifiquem mais uma vez?"


Quem já não ouviu essa frase nas celebrações da Semana
Santa? E quantas vezes nos lembramos desta frase, quando diante de uma situação de tentação?
Viver a Semana Santa não é apenas "relembrar" o sofrimento de Nosso Senhor pela salvação da humanidade, mas muito mais, e viver todo sofrimento de Cristo, e saber que ainda hoje nossos pecados ferem o Coração Sacratíssimo de Jesus, causando-lhE sofrimento e dor.

Ofereçamos a Deus, pois, sacrifícios de louvor e adoração, e permaneçamos no amor, pois as tentações serão inevitáveis, mas nossa vitória em Cristo só depende do nosso olhar atento, da nossa compreensão do incompreensível, do amor que estamos realmente dispostos a oferecer em gratidão ao autor e principio de tudo aquilo que somos!

terça-feira, 23 de março de 2010

Aos pés da cruz

Já estamos chegando ao final da quaresma, e nos aproximando da Semana Santa. Talvez tenhamos tido exito nos propósitos de sacrifício que fizemos para esse tempo. Talvez tenhamos conseguido algumas coisas, mas outras não. Talvez nossa quaresma possa ter sido apenas durante as missas, aos domingos. Porém, ainda da tempo de oferecermos algo para Nosso Senhor, como sinal de amor, mas também como sinal da aceitação da nossa própria cruz.
Nesta semana meditamos sobre a crucificação de Jesus, tendo sua Mãe Santíssima aos pés da sua cruz. Ele que, em sua infinita bondade, entrega Maria a João, e João, e nele simbolizada toda a humanidade, à sua Mãe Maria. Neste momento, Maria se torna Mãe de toda humanidade, Mãe da Igreja e Nossa Mãe!
Se Jesus, no ápice de seu maior sofrimento físico, ainda teve forças para mais uma vez demonstrar o seu imenso amor a cada um de seus filhos amados, também nós temos a obrigação de buscar forças no meio de nossos sofrimentos para amá-lo, e demonstrar esse amor, sobretudo neste tempo em que revivemos todo caminho de sofrimento de Jesus pela salvação de todos.
Jesus veio ao mundo para reabrir as portas do paraíso aos homens, para nos reconciliar com o autor de toda criação, e as portas do céu foram reabertas para nós, porém, a SALVAÇÃO depende apenas de nós, e de ninguém mais. Para isso, irmãos, lancemo-nos sem reservas nos braços daquela que o próprio Cristo quis nos dar como auxilio, mas lancemo-nos não apenas à sua intercessão, mas também na busca de ser como Maria foi, de amar como Maria amou, e ama, e voltados a ela, pedir que nos ensine, como filhos que aprendem com sua Mãezinha, a amar sem limites, a Jesus, a nós mesmos e ao nosso próximo, e sacrificarmos muitas vezes nossas próprias necessidades pelo bem do outro, sendo capazes de encontram neles a face do próprio Cristo, Nosso Senhor!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sangue preciossíssimo de Jesus



















"Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue, permanece em mim, e eu nele." (Jo 6, 56)

Se meditarmos as palavras de Jesus unicamente ao pé da letra, pode soar, de certa forma, apavorante. Quem é que come a carne e bebe o sangue de alguém? Não parece, de forma alguma, que seja algo bom de se fazer. Porém, não é a carne que nos leva a compreender as palavras de Jesus, mas somente à luz do Espírito Santo somos capazes de não somente compreender, como também de desejar participar desse banquete que é santo, mas ao mesmo tempo exige tanto sacrifício.

Beber do cálice Santo de Jesus significa aceitar ativamente o plano salvífico de Deus, como sinal da nossa busca pela vida que há de vir, na compreenção da brevidade da vida terrena, na aceitação dos sofrimentos consequentes de nossa escolha de fé, sabendo que estamos neste mundo de passagem, mas que devemos viver intensamente essa preparação para a verdadeira vida.

E nessa passagem por esse mundo que de Deus ganhamos como herança, diante dos desafios de ser humano-cristão, Nosso Senhor nos dá como necessário auxílio seu Preciossíssimo Sangue, para nos lavar, para nos curar, para nos dar forças, para nos salvar. E é na certeza de que o Sague de Cristo tem esse poder que devemos nos entregar livre e confiantemente à vontade do Senhor para nossas vidas, muitas vezes de maneira cega, sem mesmo compreender, pois o Senhor mesmo nos diz: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo"(Mt 6, 33).

Bebemos do Sangue de Jesus de uma maneira concreta, quando participamos do sacrificio da Santa Missa, pois o vinho consagrado é verdadeiro Sangue, e o pão é VERDADEIRO corpo, ainda que não alcancemos a compreensão desse mistério, pois senão não seria esse o mistério da nossa fé. Mas tenhamos a certeza amados, que assim como o corpo perece sem o alimento, também o espírito perecerá, se não comungarmos do pão que alimenta e que da vida, e do vinho que nos salva e dá coragem.

segunda-feira, 8 de março de 2010

As sete dores de Maria Santíssima

É muito comum, no tempo de quaresma, nos voltarmos a meditar os sofrimentos de Nosso Senhor, e de certa forma, sofrer as dores de sua humilhante crucificação apenas por “piedade”, sem compreender, de fato, o valor do sofrimento.

Juntamente com as dores físicas de Jesus, somos chamados a meditar as dores espirituais de sua Santíssima Mãe, que, sempre ao seu lado, guardava tudo em Seu Coração.

A vida de dores de Maria, se meditarmos profundamente, começa na obediência a seus pais, pois Maria desejava permanecer virgem, como oferta a Deus, mas, por obediência e humildade, acata a vontade de seus genitores. E ainda, quando ouve a voz de Deus por meio do Arcanjo Gabriel, entrega-se a vontade do Senhor sem sequer pensar nas conseqüências.

Mas a vida de sofrimentos de Maria não pararia ali. Tão logo a vontade do Senhor fosse feita, e mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas, tendo o menino Deus em seus braços, em mais um ato de obediência, apresenta-o ao templo, conforme o costume, onde tem sua primeira grande dor: a profecia de Simeão. Junto a essa, tantas outras viriam, como a fuga dolorosa para o deserto, a fim de proteger a vida de seu amado filho, mas mais ainda, de garantir a Salvação para toda a humanidade.

Tendo salvado seu filho da morte prematura, passado alguns anos, a terceira grande dor de Maria se estende por três longos dias, sem saber por onde andava seu menino, que se perdera no meio da multidão. Seu reencontro marca mais uma virtude grandiosa dessa mulher cheia de graça: sua constante humildade. A mãe rebaixa-se ao filho, por compreender que naquela atitude se fazia a vontade de Deus.

Jesus torna-se um homem, deixa sua casa, e segue seu próprio caminho rumo à salvação do mundo. As quatro dores que seguem, talvez sejam as mais angustiantes, por ver a mãe seu amado filho flagelado, cheio de chagas, humilhado, esmagado pelo pecado do mundo inteiro, ser ainda colocado numa cruz, morto, transpassado por uma lança e sepultado. Maria encontrava-se sozinha! Seu amado filho, enfim, cumpria a vontade de seu Pai, e deixava esse mundo, e nele, sua amada Mãe.

Poderia Deus ter levado Maria para junto Dele, antes que qualquer desses acontecimentos viessem a ocorrer, mas é justamente na meditação do sofrimento dessa insuperável mulher, que Ele nos ensina virtudes que jamais poderíamos compreender apenas observando a vida de Jesus. As virtudes de Maria jamais superarão a divindade de Nosso Senhor, porém, se é a Jesus que buscamos seguir, é a Maria que devemos imitar, por ser aquela que primeiro acreditou, sendo a primeira cristã da história.

"A dor de ver transpassar o Coração de Jesus com a lança conferiu a Maria o poder de introduzir, em seu amável Coração, a todos aqueles que a ele recorrerem. Corramos todos à Maria, porque ela pode nos colocar dentro do Coração Santíssimo de Jesus Crucificado, morada de amor e de eterna felicidade!" (Padre Wagner Augusto Portugal – catequisar.com.br)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Cinco anos de vida em comum!

"Cada um de nós tem uma história
E de repente aqui estamos nós
Cada um por um caminho veio
E hoje estamos todos juntos
Guiados pelo espírito de Deus"



Creio que essa música expressa muito do que vivemos hoje, em cinco anos de comunidade. Cinco anos de um chamado tão particular, e ao mesmo tempo tão comunitário, que não poderia ser diferente!
"Nossa vocação é o amor", mas um amor acima do amor que popularmente conhecemos. Um amor que supera todo termo de amor de que já ouvimos falar: Amar a dificuldade, não o bem estar! Amar o defeito, não somente as qualidades! Amar sem limites... sem limites de credo, raça, estilo, opção ou opinião. Sem limites, e só!
Cada um de nós tem uma história, e de repente aqui estamos nós, tão diferentes uns dos outros, tão diversos em nossa forma de ser, de agir, de pensar. Nosso amar sem limites começa já no nosso meio, na tolerância, na compreensão, no amor mútuo e desejo de ver o irmão bem e feliz na vocação e na vida, ainda que nem sempre seja fácil, e ainda que tenhamos que abrir mão de nós mesmos! E o que é o amor, senão abrir mão de si!
Ter nossos cinco anos comemorados justamente no tempo da quaresma, onde meditamos o Amor Maior, que nos amou até o fim, até a morte e morte de cruz, derramando até sua última gota de sangue, podemos compreender um pouco do que Nosso Senhor deseja de nossa comunidade, pois não podemos nos esquecer nunca do "como Maria", que em seu coração doloroso, observando seu filho amado na cruz, mesmo diante de sua imensa dor, ainda assim amava aqueles que o insultavam, feriam e matavam: Amava SEM LIMITES!

Santa Missa em Ação de Graças pelos cinco anos de nossa Comunidade


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Via Sacra



Iniciamos mais uma vez o tempo de quaresma. Tempo esse de meditação e recolhimento espiritual, onde recordamos toda a tentação de Nosso Senhor no deserto, onde permaneceu por quarenta dias, como forma de preparação para tudo que haveria de vir: Sua via dolorosa, rumo a condenação e morte de cruz.
Quando meditamos a Via Crúcis, sobretudo nas sextas-feiras de quaresma, devemos, como cristãos que somos, à imitação dAquele que buscamos, também nos recolher em oração e penitências, em preparação às nossas cruzes de cada dia.
Somos imitadores de Cristo, não por mérito, mas pela necessidade que temos de permanecermos Nele. Se Cristo, a quem buscamos imitar, abraçou sua cruz, aceitando assim a vontade do Pai para sua vida, a fim de que o mundo fosse salvo por meio de seu preciosíssimo sangue, também nós devemos acolher nossa cruz , na certeza que devemos ter da vitória, do triúnfo final, com Cristo, Nosso Salvador.
Na terceira estação, Jesus cai pela primeira vez, demonstrando assim sua humanidade, mesmo sendo também 100% divino, acolhendo assim também a nossa humanidade, como que compreendendo as nossas quedas, e dando-nos seus Cirineus pelos caminhos da vida, a fim de nos reerguerem, e nos auxíliarem quando a cruz nos parecer pesada demais.
Estamos, como Cristo, condenados pelo mundo, e flagelados a cada dia pelas degradações e imoralidades que temos que enfrentar. Também como Cristo, permaneçamos firmes no caminho do calvário, ainda que nossa certeza de salvação custe nosso sangue, ainda que nossas quedas nos assustem e nos queiram fazer desistir, posto que, em nossa alma, haja a certeza de que, como diz a canção, contemplaremos o dia Eterno, onde enfim ressurgiremos por crer na vida escondida no Pão!

(fotos do grupo de oração Gotas de Amor - sábado, 20/02 - pregação de Ricardo Baldo)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Penitência e conversão


Fazer penitência é colocar-se diante de Deus reconhecendo-se pecador. É reconhecer em nossa pequenez a grandeza do Criador, e reconhece-Lo necessário às nossas vidas. Viver cada tempo da Igreja conforme o recomendado é o mínimo que podemos fazer como sinal de gratidão e amor a um Deus que de tão grande, se fez pequeno, se fez homem, e caminhou no meio de nós, vivendo em tudo a condição humana: menos o pecado!
"Quaresma é tempo de conversão", como tanto já ouvimos dos lábios de tantos sacerdotes. Mas, de fato, compreendemos a necessidade de nos convertermos de uma maneira particular neste tempo? Será que já questionamos se, particularmente, isso faz sentido em nossas vidas?
Liturgicamente, quaresma é tempo de espera, assim como o advento, toda simbolizada pela cor roxa, que exatamente expressa penitência. Mas, sabemos que a Páscoa é a festa mais importante da Igreja, pois, como já nos diz São Paulo, se Cristo não tivesse ressucitado dos mortos, nossa fé também seria uma fé morta. Reconhecer na quaresma o sacrifício de Jesus por nós, doando nossas vidas em penitênicas e jejuns, é reconhecer o amor de Deus por nós, e amá-lo, ainda que de uma forma limitada.
Vivamos, pois, irmãos, além daquilo que a Igreja nos pede, também o que nosso coração desejar como demonstração de gratidão ao nosso Deus, ainda que para nossa humanidade seja penoso, pois não há conversão se não houver sacrifício.